A Moldávia é um local ainda pouco conhecido e divulgado, mas que guarda muitas belezas e segredos que encantam os turistas que descobrem o local. 

Pensando nisso, que tal descobrir um pouco mais sobre a localização e as informações que podem mudar o seu destino de férias?

Atualize agora mesmo o seu guia de viagens e deixe um espaço reservado para fazer turismo na Moldávia.

Conhecendo o país – Tudo sobre a Moldávia 

palácio da moldávia
Um do palácios mais conhecidos da Moldávia

A Moldávia é um país considerado pequeno e que por muito tempo recebeu o nome de Bessarábia, considerado como nome original. Durante o século XV, o país acabou se juntando a outros territórios e acabou se chamando Roménia. 

Isso mudou em 1812, quando a Rússia domino todo o local conhecido como Bessarábia, o que durou até 1918, quando novamente o lugar voltar a ser território definido como Roménia. 

Um pouco mais à frente na história, em 1940, a Bessária foi tomada novamente, dessa vez pela União Soviética, o que a transformou em uma República Socialista. 

Quando enfim conseguiu sua independência, em 1991, o país recebeu o nome de Moldávia. 

Mesmo com áreas autônomas que declararam sua independência da Moldávia, o país continua exercendo o domínio, o que faz com a independência quase não seja realmente considerada por outros países e até mesmo pela ONU. 

Depois de toda essa aula de história, você pode estar um pouco confuso quanto a localização. 

O foco principal que pode te ajudar é a ideia de que a Moldávia é uma pequena porção de terra que fica entre a Romênia e Ucrânia e, por isso, sofreu tanto com invasões e domínios. 

Além do mais, a Moldávia tem uma área bem próxima ao Mar Morto, indo em direção também a Turquia. 

Uma informação que é bastante relevante para turistas brasileiros, é que a Moldávia exigia a apresentação de visto, sendo o único da Europa que requer isso quando o assunto é turismo. 

Segundo a última atualização sobre o assunto, em fevereiro de 2019, foi confirmado que os brasileiros podem viajar sem esse documento. Seja de ônibus ou avião. 

Porém, alguns meses antes de fazer a sua viagem ou mesmo na hora de comprar a sua passagem, a dica é solicitar novamente a informação. Afinal, tirar o visto inclui um gasto financeiro bem como um tempo de espera que pode atrapalhar qualquer turista desavisado. 

Capital da Moldávia 

Chisinau, a capital da Moldávia
Conheça Chisinau, a capital da Moldávia

Para começar, a Capital da Moldávia se chama Chisinau. Ressaltando que se trata de um país que tem quase 4 milhões de habitantes. 

Como foi falado, a Moldávia é um país pequeno, localizado no Leste da Europa. A capital está localizada praticamente no centro do país e fica próxima ao rio Bâc, sendo a maior cidade, bem como maior centro cultural do país. 

Logo, a capital da Moldávia está entre as regiões locais que mais recebem turistas, já que conta com tudo o que você pode precisar. 

Do mesmo modo, Chisinau é o grande centro do país devido as indústrias, que garantem a movimentação da economia local. 

Lá você pode encontrar indústrias que produzem os mais diversos produtos, além de uma grande parcela de locais comerciais e bancários. 

Também chamada de República da Moldávia, o país é subdividido em 32 raione ou distritos, duas regiões autônomas e três municípios. 

A capital da Moldávia também recebeu o título de uma das áreas mais arborizadas de toda a Europa, o que contribui para que continue sendo o centro de todo o país e um dos locais mais bem conhecidos. 

Ao todo, estima-se que a capital tenha quase 700 mil habitantes e é a sede da Igreja Ortodoxa da Moldávia. 

Vale ressaltar que todas as cidades do país possuem diversos monastérios, igrejas e sinagogas, mas a maior parte da população são de cristãos ortodoxos, em torno de 90%. 

Tiraspol – O que você precisa saber para fazer turismo 

Tiraspol
Monumento ortodoxo em Tiraspol

Antes de começar o turismo pela Moldávia, é essencial que você tenha algumas informações sobre as regiões ou mesmo principais pontos de destaque. 

Com isso, além da capital Chisinau, é chegada a hora de conhecer o Tiraspol

Tiraspol é uma das regiões autônomas do país que se autoproclamou independente bem como uma república socialista. 

Por isso, é considerada como uma região que se difere do restante do país em diversos aspectos, além de ser a segunda maior cidade do território, ficando atrás apenas da capital. 

Ao todo, os dados de 2005, que são os últimos confiáveis, mostram que Tiraspol tem mais de 200 mil habitantes. 

Essa cidade foi fundada por volta de 1792 em cima de um sitio da era medieval por um general russo, o Aleksandr Suvorov. 

Bom, e porque essa cidade é tão importante para os turistas? 

A resposta é bastante simples. Para começar é um dos principais polos comerciais da Moldávia, junto com a capital, e é uma cidade rica em pontos turísticos e opções de hotéis. 

Além disso, por ter alcançado a independência antes do restante do país, a cidade se desenvolveu mais rapidamente, tanto na questão industrial como comercial. 

Ou seja, você consegue encontrar uma gama de opções para passeios, restaurantes e lojas. 

Os pontos turísticos e os sistemas de transporte para qualquer lugar do país são pontos de encontro para mochileiros do mundo todo e a cidade é bastante pitoresca, com cores chamativas e muitas opções de pracinhas. 

Curiosidades da Moldávia 

O país é cheio de construções exóticas e que remetem ao tempo socialista

Acabou ficando curioso sobre esse pequeno e belo território em meio a tantos outros países? 

Pois bem, existem algumas curiosidades sobre a Moldávia que podem influenciar ainda mais o seu guia de viagens a sofrer algumas alterações. 

Prepare-se para encontrar poços 

A Moldávia parece ser uma daqueles países que não preguiça de abrir buracos no solo, já que possui milhares de poços. 

Segundo dados e muitos turistas que passam pela região, é possível encontrar pelo menos um poço em cada vilarejo, independentemente da quantidade de moradores. 

Ao mesmo tempo, você vai encontrar diversas estruturas de pedra em meio as estradas, junto bom um balde de água. 

Alguns desses poços, principalmente os das cidades, possuem uma estruturação mais ampla e bonita, com decorações de cunho religioso e até algo que se parece com uma casa: telha, portão e grades. 

A maior parte da população dos vilarejos menores estão acostumados a buscar água nesses poços, mesmo que os sistemas de encanamento existam. 

Diferenças entre os países fronteiros 

Um dos assuntos mais comentados por aqueles turistas que viajam para a Moldávia logo após passar por locais da Europa se refere a questão da pobreza. 

Dito isso, é nítida a diferença ao cruzar a fronteira e entrar no país, não apenas pela redução na qualidade das estradas que cercam a Moldávia, mas também pela observação das construções locais. 

Você vai encontrar várias estradas rurais, prédios decadentes e muitas pessoas que optam por caminhar, devido ao sistema de transporte público que pode ser considerado precário. 

Isso não significa que você deve deixar de conhecer o país, pelo contrário, é uma opção ideal da Europa para entender que nem todo o território estrangeiro é rico. 

Religião e Jesus Crucificado 

Igreja Azul de Chisinau
Essa é a Igreja Azul de Chisinau

Uma curiosidade que tem chamado a atenção dos turistas na Moldávia se refere ao número de imagens de Jesus crucificado presente no país. 

Aliás, esse é um dos objetos que podem entrar em uma série disputa com o número de poços. Acontece que além dos milhares de imagens pequenas, existem algumas estruturas religiosas que são bastante chamativas. 

Exemplo disso é um Jesus crucificado com mais de quatro metros de altura localizado no meio do nada. Isso mesmo, não se trata de uma imagem em uma capela ou mesmo na entrada da cidade. 

Esse Jesus está em uma estrada qualquer. 

Outro detalhe é que você possivelmente vai encontrar outras imagens de Jesus crucificado ou outra estátua religiosa nas entradas e/ou saídas das cidades. 

Caso você esteja acostumado com as igrejas brasileiras, é importante ressaltar que a Moldávia é um pouco diferente, já que seguem toda a ideia do catolicismo ortodoxo. 

Observação:  para fins informativos, no Brasil, a maior parte das igreja e construções religiosas segue a ideia católica romana. 

Regiões e subdivisões 

Como você já deve ter percebido, apesar de pequeno, a Moldávia é um país bastante dividido. 

Para começar, as chamadas regiões autônomas continuam sendo motivo de disputa, seja porque o país ainda exerce poder sobre ambas ou mesmo porque a Rússia e União Europeia querem um pedaço para si. 

Dito isso, ainda que não seja claro, a Rússia é a comandante local, já que controla a fronteira da Transnístria. 

Detalhe: Tiraspol, que é a capital da Transnístria, vive um regime que é semelhante ao comunismo e muitos a chamam de “a parte soviética da Europa”.

Quanto ao restante do país, pode-se dizer que as regiões e subdivisões estão mais propensas para a União Europeia, com uma parceria bastante duradoura. 

Povo trilíngue 

Você vai descobrir logo abaixo um pouco mais sobre o idioma da Moldávia, mas até lá, existe uma curiosidade referente ao idioma. 

Mesmo com uma língua oficial, o povo da Moldávia não restringe muito o seu vocabulário e é comum encontrar pessoas que falem mais de uma ou duas línguas. 

Isso acontece, principalmente, devido as subdivisões da região, que permite que diferentes povos acabem seguinte uma fala própria. 

Justamente por isso, você pode começar a ler um cartaz que está em russo ou romeno e, logo em seguida, encontrar uma placa que está em cirílico. 

Como resultado, grande parte da população acaba aprendendo desde a escola, nos primeiros anos, mais de um idioma. 

Daí, aprender outro comum território acaba sendo algo natural. 

Ainda assim, existem alguns vilarejos que seguem uma tradição quanto a língua, o que pode ser um desafio para turistas que vão apenas com o inglês na mala. 

Capital Cigana 

Se durante a sua busca por curiosidades ou informações sobre a Moldávia você notou o termo Capital Cigana e não entendeu nada, espere mais um minuto. 

Em resumo, o país tem uma cidade que se chama Soroca, localizada na região nordeste. Nessa cidade, você encontra o rei dos ciganos, que já foi um pilar importante da comunidade. 

Como é de se esperar, esse rei é responsável por auxiliar na resolução de conflitos, ainda que hoje essa questão toda não seja tão relevante assim. 

De qualquer forma, esse rei mora em um verdadeiro palácio, junto com outros ciganos, e todos continuam levantando assim que ele chega em um lugar.

O resultado disso é que se formou uma verdadeira comunidade cigana, considerada como um orgulho e sinal de dignidade. 

palácio do Rei Cigano
Esse é o palácio do Rei Cigano

Assim, a cidade recebeu o título, e é conhecida, como a capital cigana. 

Uma curiosidade é que quando se fala em palácio, pode pensar em construções gigantes, com estátuas de três metros de altura, colunas gregas e muito mais, mas nesse caso, é uma casa bastante modesta. 

A capital cigana também conta com réplicas de prédios famosos, como o Capitólio e o Teatro Bolshoi. 

Campos de girassol 

As planícies que parecem quase infinitas no território da Moldávia acabaram se tornando um verdadeiro espetáculo após o plantio de girassol.

Principalmente devido ao alto consumo de semente e óleo da flor, as plantações tinham como foco o rendimento e economia, mas acabaram se tornando pontos de visitação. 

Principalmente no mês de junho e julho é possível ver os infinitos campos de girassol ao longo de estradas, ainda que em agosto a paisagem já não seja tão atrativa. 

O desafio dos trens 

A Moldávia é um dos países que ainda possuem trens andando pelas cidades, mas com um desafio: diferentes trilhos. 

Basicamente, Stalin quis dificultar a entrada e saída, ou mesmo uma invasão, de produtos entre as comunidades socialistas e acabou mudando a largura dos trilhos em cada fronteira. 

Sendo assim, os trens precisam ser levantados e colocados em cima de novas rodas, para continuarem andando. 

Algumas áreas já tiveram os trilhos ou tens substituídos, mas é possível encontrar e perder tempo de viagem na fronteira da Romênia. 

Inclusive, essa situação acabou se tornando uma parte histórica importante e muito visitada por turistas. 

Idioma da Moldávia – Como se preparar para a viagem 

língua da Moldávia
A língua da Moldávia é um desafio para turistas

Por ser um local pouco conhecido, a Moldávia ficou escondida e intocada por muitos anos, o que garantiu a paisagem e a preservação natural loca. 

O que talvez você não saiba, é que o país recebeu o título de lugar menos feliz para se morar em 2008, por ser um dos menos desenvolvidos da Europa. 

A verdade, entretanto, é que esse cenário vem mudando e, como resultado, a língua do país causa uma certa curiosidade e até medo de alguns visitantes. 

Afinal, saber como se comunicar ao ir para um país é fundamental não é mesmo? 

A princípio, uma informação importante se refere ao idioma oficial, que é a língua romena, também chamado de moldavo

Isso porque aconteceu algumas confusões durante a era soviética no país e, principalmente, quando a Moldávia começava a alcançar sua independência. 

Dessa maneira, a língua estatal romena foi definida primeiramente em 1989 e novamente firmada junto com a constituição do país, em 1994. 

Posteriormente, em 2013, o Tribunal Constitucional da Moldávia definiu mais uma vez que a língua oficial do país deveria ser aquela que constava na Constituição e Declaração de Independência, ou seja, o romeno. 

Vale dizer que a língua romena e moldavo são consideradas iguais, porém, o moldavo seria uma língua mais nativa e, por isso, pode ser notado algumas diferenças em relação a pronúncia ou mesmo sotaques. 

Além da língua oficial, uma pequena parcela da população, tem outras línguas também como oficiais, como por exemplo: 

  • Gagauz, principalmente na região autônoma de Gagauzia; 
  • Russo, principalmente na Gagauzia e na Transnístria;
  • Ucraniano, principalmente na Transnístria. 

Devido a constante influência de outras regiões e povos, é possível encontrar ouros idiomas falados ou conhecidos por partes da população da Moldávia, como o inglês, francês, italiano e espanhol. 

Moeda da Moldávia 

Andou procurando uma caixa de câmbio ou se deu conta de que não faz ideia qual moeda comprar para utilizar na Moldávia? 

Primeiramente, a moeda da Moldávia oficial é o leu moldávio. 

Vale o lembrete que o  leu romeno tem uma cotação diferente do leu moldávio, então não se confunda

O nome é originário do termo leão e o Banco Nacional da Moldávia começou a criação e distribuição de sua própria moeda em 1993. 

Essa demora ocorreu devido a uma tentativa do país em estabilizar a economia bem como reduzir a inflação. 

Detalhe: a região autônoma da Transnístria, tem sua própria moeda, sendo o rublo, e seu próprio banco central

Um leu moldávio é dividido em 100 bani, que são as moedas e o plural de leu é lei. 

Para ficar mais fácil de entender, pense que são as seguintes moedas que estão em circulação na Moldávia: 

  • 1, 5, 10 e 50 bani (moedas); 
  • 1, 5, 10, 50, 100, 200 e 500 lei (cédulas). 

Vale ressaltar que o valor do leu é menor que o valor do real brasileiro. 

A maior parte das casas de câmbio do país estão localizadas nas maiores cidades ou capitais, como no Chisinau e Tiraspol. 

Nessa questão, vale ter o cuidado na hora de comprar a moeda no país ou realmente estender qual o valor de cada uma. 

Ao contrário de alguns outros destinos de viagem, a Moldávia é um país relativamente simples em relação a troca de moedas.

Como resultado, você consegue fazer a troca nas casas de câmbio de maneira bastante simples e rápida. 

Inclusive, as casas de troca locais aceitam diversas moedas estrangeiras, como o leu romeno, dólar, euro e a moeda ucraniana. 

Assim, se faltar dinheiro durante a viagem, não será necessário entrar em desespero. Basta procurar uma casa de câmbio. 

Mapa da Moldávia 

Visando entender um pouco mais sobre a região, é preciso entender o mapa da Moldávia, ou mais especificamente o que encontrar no solo do país. 

O país está a leste da Ucrânia, nordeste da península dos Bálcãs e a oeste da Romênia. A maior concentração territorial do país está entre rios, sendo o Prut e Dnister. 

Toda a Moldávia possui uma concentração de colinas e planícies, que formam a beleza local. 

Na questão de fauna e flora, o país é rico na quantidade de florestas, inclusive algumas que escondem diversas estruturas bastante antigas, como conventos. 

Nessas florestas, você consegue encontrar uma série de plantas típicas da região, como os carvalhos e bétulas. 

Já na questão animal, as florestas da Moldávia contam com gatos selvagens, texugos, lobos, javalis, raposas, cervos, entre outros. 

Devido à proximidade com o Mar Negro, a Moldávia costuma ter outonos e invernos mais frios, com verões bastante longos. 

Frequentemente, os invernos são bem secos e os verões ricos em chuvas, que podem alargar algumas áreas florestais. 

Bandeira da Moldávia 

Bandeira da Moldávia
Bandeira da Moldávia possui o animal nacional no brasão

A bandeira nacional do país possui as cores azul, amarelo e vermelho, em faixas simétricas e verticais. Também chamada de tricolor. 

Essas cores coram escolhidas para se referir ao mar (azul), amarelo (referente ao trigo e cevada) e o vermelho (por todo o sangue proveniente das invasões). 

Na faixa central, amarela, há ainda o brasão de armas da Moldávia, feito a partir do desenho de uma águia com um escudo que tem a imagem da cabeça de um boi.

A escolha desse brasão foi, principalmente, para diferencial a bandeira do país em relação a da Romênia. 

Entre os anos de 1952 e 1990, a bandeira da Moldávia era bem diferente e tinha apenas as cores vermelho e verde, com faixas com duas proporções diferentes e horizontais. 

Ufa, é muita informação né? 

Então, conta aqui embaixo se você já conhecia a capital ou mesmo as curiosidades da Moldávia ou mesmo se sabia que esse país existia. 

Depois de todas essas informações, tenho certeza de que as fotos podem começar a encantar e gerar aquela curiosidade em descobrir mais sobre esse território e ver com os próprios olhos o que o país está escondendo. 

Para finalizar, comece a fazer as suas pesquisas e a preparar a língua ideal para se comunicar, entender mais de história e aproveitar os vilarejos locais.